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Ferramenta

Calculadora de dividendos: quanto investir para viver de renda

A maioria das calculadoras de dividendos pede que você adivinhe o dividend yield, devolve uma divisão e vai embora. Aqui você digita o código do ativo e o yield de cada ano da série vem da nossa base — porque o mesmo ativo já exigiu capitais muito diferentes conforme o ano, e um número só esconde isso. Depois a ferramenta responde a pergunta que sobra: em quanto tempo você chega lá aportando todo mês e reinvestindo os proventos.

Quanto preciso ter investido

Busque o ativo para usar o yield real da nossa base. Com pelo menos três anos fechados de histórico, mostramos o capital exigido em cada ano da série — não só no de hoje.

Digite o código e usamos o dividend yield e a cotação da nossa base.

Informe para saber quantas ações ou cotas seriam necessárias.

0% para dividendos e rendimentos de FII; 15% para JCP.

Capital necessário R$ 300.000,00
Renda mensal bruta necessária R$ 2.000,00
Quantidade de ações ou cotas
Provento por ação ao ano

Busque um ativo para ver quanto capital ele exigiu em cada ano da série, em vez de um número só.

Pelo pior ano da série
Pelo ano mediano
Pelo melhor ano
Capital necessário ano a ano
Ano Dividend yield Capital para essa renda

Dividend yield é uma medida do passado. Antes de dimensionar renda em cima de um único ativo, confira o histórico de pagamentos dele na página de ranking.

Em quanto tempo eu chego lá

O capital acima cresce com os seus aportes e com os proventos reinvestidos, que passam a comprar mais cotas que pagam mais proventos. Informe o quanto você consegue aportar.

Zero por padrão, de propósito: só os proventos capitalizam.

IPCA dos últimos 12 meses, já preenchido.

Aportando o que você informou, a meta chega em 10,7 anos. Mas R$ 2.000,00 daqui a 10,7 anos, com inflação de 4,44% ao ano, compram o que hoje R$ 1.256,43 compram. Para chegar lá com R$ 2.000,00 de poder de compra de HOJE, são 13,2 anos — é essa a linha do tempo que vale.

Taxa de acumulação 8,00%
Prazo nominal 10,7 anos
Renda em reais de hoje R$ 1.256,43
Prazo com poder de compra mantido 13,2 anos

A partir do ano 10 a carteira aporta mais do que você: R$ 19.523 de proventos reinvestidos no ano, contra R$ 18.000 que saíram do seu bolso.

O que saiu do seu bolso Proventos reinvestidos Prejuízo acumulado
Evolução do patrimônio até a meta, ano a ano
Ano O que você aportou Proventos reinvestidos Patrimônio
1 R$ 18.000 R$ 771 R$ 18.771
2 R$ 36.000 R$ 3.043 R$ 39.043
3 R$ 54.000 R$ 6.938 R$ 60.938
4 R$ 72.000 R$ 12.583 R$ 84.583
5 R$ 90.000 R$ 20.121 R$ 110.121
6 R$ 108.000 R$ 29.701 R$ 137.701
7 R$ 126.000 R$ 41.488 R$ 167.488
8 R$ 144.000 R$ 55.658 R$ 199.658
9 R$ 162.000 R$ 72.402 R$ 234.402
10 R$ 180.000 R$ 91.925 R$ 271.925
11 R$ 193.500 R$ 108.524 R$ 302.024

O prazo real assume que você reajusta o aporte pela inflação, junto com a sua renda. O yield é tratado como constante durante toda a acumulação — o que a faixa histórica da etapa 1 mostra que nenhum ativo cumpre. Trate o prazo como ordem de grandeza, não como data.

Metodologia

Como funciona

A conta por trás do capital

O capital necessário é a renda anual desejada dividida pelo dividend yield. Para R$ 2.000 por mês com yield de 8% ao ano: R$ 24.000 ÷ 0,08 = R$ 300.000. Simples — e é justamente por ser simples que tudo depende de qual yield você coloca ali.

Por que mostramos a faixa, e não um yield só

Dividend yield é uma medida retrospectiva: proventos já pagos divididos pela cotação. Quando o ativo tem pelo menos três anos fechados na nossa base, a calculadora refaz a conta com o yield de cada ano e mostra o capital exigido no melhor, no mediano e no pior deles. A distância entre esses extremos é o que separa um pagador estável de uma armadilha de yield.

O que a faixa revela sobre o pagador

Um fundo imobiliário de renda contratada costuma variar pouco entre o melhor e o pior ano. Uma cíclica que distribuiu um provento extraordinário pode variar várias vezes. Quanto maior essa razão, menos o yield de hoje serve para projetar renda de amanhã — e mais o pior ano da série vale como premissa de planejamento.

Em quanto tempo você chega lá

A segunda etapa parte do capital necessário e projeta o acúmulo: aporte inicial, aporte mensal e os proventos líquidos reinvestidos, que passam a comprar mais ações que pagam mais proventos. É a bola de neve — e é o que a calculadora de juros compostos comum não modela, porque nela o rendimento não vem de um yield que você recebe e reaplica.

A meta em reais de hoje

R$ 2.000 por mês daqui a dez anos não compram o que R$ 2.000 compram hoje. Por isso a ferramenta mostra dois prazos: o nominal, que capitaliza a taxa cheia, e o real, que persegue a mesma renda em poder de compra atual descontando a inflação da taxa. O segundo é sempre mais longo, e é o que vale para planejar.

Simplificações assumidas

O prazo real assume que você reajusta o aporte pela inflação, junto com a sua renda — sem isso o prazo se alonga mais. A valorização esperada da cota entra como zero por padrão, o que é conservador de propósito. E o yield é tratado como constante ao longo de toda a acumulação, o que a própria faixa histórica mostra que nenhum ativo cumpre.

Referência técnica

A fórmula

Capital = (Renda mensal × 12) ÷ (DY líquido ÷ 100)

Taxa de acumulação = DY líquido + valorização esperada

Meses até a meta = ln[(Capital + p) ÷ (Inicial + p)] ÷ ln(1 + i), com p = aporte × (1 + i) ÷ i

Taxa real = [(1 + taxa nominal) ÷ (1 + inflação)] − 1

DY líquido
dividend yield anual já descontado o IR sobre os proventos
i
taxa mensal equivalente à taxa de acumulação
p
valor presente da série de aportes
inflação
IPCA acumulado em 12 meses, editável
Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre a calculadora

Quanto preciso para viver de dividendos?

Depende do seu custo de vida e do yield da carteira. Com um yield de 8% ao ano, cada R$ 1.000 de renda mensal exige cerca de R$ 150 mil investidos. Para R$ 5.000 por mês, aproximadamente R$ 750 mil. Mas busque um ativo na ferramenta antes de fixar esse número: a faixa histórica costuma ser bem mais larga do que a intuição sugere.

Por que a calculadora mostra três capitais diferentes para o mesmo ativo?

Porque o ativo pagou yields diferentes em cada ano, e a mesma renda exigiu capitais diferentes conforme o ano. Mostrar só o yield de hoje daria um número com falsa precisão. Os três valores são a mesma conta aplicada ao melhor, ao mediano e ao pior ano fechado da série.

Posso usar um yield alto para reduzir o capital necessário?

Matematicamente sim, e é exatamente por isso que a conta engana. Yields muito acima da média do setor raramente se sustentam — a faixa histórica da ferramenta serve para tornar isso visível. Para planejamento, o pior ano da série é uma premissa mais defensável que o melhor.

Por que existem dois prazos, um nominal e um real?

O nominal responde quando o seu patrimônio atinge o número em reais correntes. O real responde quando ele atinge o mesmo poder de compra que a renda desejada tem hoje, e por isso é mais longo. Planejar pelo nominal é planejar para uma renda que vale menos do que você imaginou.

Fundos imobiliários pagam mais que ações?

FIIs costumam apresentar yield mensal mais previsível porque distribuem no mínimo 95% do lucro semestral — e isso aparece numa faixa histórica mais estreita. Já as ações combinam dividendos com valorização, e o retorno total pode ser maior mesmo com yield menor e mais irregular.

Carteira

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